![]() |
| Castelo de Chapultepec |
![]() |
| Basílica de Guadalupe |
![]() |
| Museu de Antropologia |
![]() |
| Museu Frida Kahlo |
![]() |
| Ruínas de Teotihuacan |
Talvez tenha sido por volta dos 8 anos, quando eu me sentia na pele dos personagens da novela "Carrossel". Era como se eu estudasse na Escuela Mundial e fizesse parte daquela turma. Porém, eu era uma espécie de aluna que só observava, sem participar diretamente dos fatos, tal como um narrador observador. Eu sonhava com o México todas as noites e não era a única. A maioria das crianças da minha geração sonhava com o México, com a sua capital e seus palacetes esplendorosos! Sonhava com a professora Helena e sonhava que era mexicana. Sonhava que passava as férias em Acapulco, como o Chaves em um de seus muitos episódios hoje sabidos de cor e salteado por muitos balzaquianos e lobos brasileiros. Tudo era sonho, mas que parecia realidade.
Talvez tenha sido ouvindo a tradicional música mariachi, que achava divertida e diferente desde pequena ou talvez pelo Santana, cuja guitarra me acordava nas manhãs de sábado, com meu pai ouvindo seus discos ou as canções do famoso guitarrista na Fluminense FM.
Talvez tenha sido por causa da História dos povos Pré-colombianos que habitavam o México: os Mayas, os Aztecas e tantos outros. A cultura indígena está em meu sangue, tanto na ancestralidade quanto na admiração e curiosidade.
A História do México me abriu as portas para mais conhecimento e mais sonhos. Depois de me encantar com as obras de Frida Kahlo nos museus, quis saber mais sobre a vida da pintora, repleta de tragédias e de muita melancolia. Quis experimentar a comida desse país: forte e apimentada. Quis ver muitos homens e muitas mulheres, com cabelos castanhos, lisos e brilhantes, sempre impecáveis no gel ou brilhantina. Esse povo meio índio, meio branco, meio Maya, meio Azteca, meio espanhol, a pele morena, os olhos puxados; a pele branca, os olhos verdes, azuis... o sorriso no olhar! A infância e a juventude. O rock, as músicas tradicionais. A forma peculiar de lidar com a morte. Os álbuns de fotos nos cemitérios. A tristeza se convertendo em alegria. A luta por um país melhor.
O tempo passou e aos 30 anos, veio a oportunidade de realizar esse sonho antigo. Conhecer o mundo sempre esteve em meus planos, mas o México era aquele "país-prioridade", sabe? Ele era o primeiro da listinha, apesar de não ter sido o primeiro efetivamente. Não sei exatamente quando esse sonho começou. Acho que nasci com ele!
Chegou a hora do sonho virar realidade, de poder me sentir parte integrante deste lugar e desta História ou de várias outras histórias que surgirão no caminho.
Sou mexicana de coração faz tempo. O México é a segunda pátria dos latino-americanos. O Brasil é a segunda pátria dos mexicanos.
Me hospedei em um hostel perto do Monumento à Revolução Mexicana, próximo à estação de Metrô Hidalgo e com linhas de ônibus e de Metrobus (BRT) próximas. Posso afirmar que fiquei em um lugar com fácil acesso para outros pontos da cidade. Logo no primeiro dia em que cheguei, quis dar uma volta pelo Centro Histórico, também conhecido como Zócalo, que ficava a cerca de 20 minutos a pé de onde estava hospedada. Há diversos museus por lá, o que daria um passeio de praticamente um dia inteiro. Depois, peguei o metrô e o trem ligeiro (VLT) e parti para o Estádio Azteca, palco da vitória do Brasil na Copa de 1970. Existe um tour bastante interessante por lá.
![]() |
| Eu, no Estádio Azteca |
![]() |
| Zócalo |
![]() |
| Xochimilco |
![]() |
| Playa Marlines |
![]() |
| Pirâmide Kukulcán, Chichen Itzá |
![]() |
| Eu, nadando em um cenote, nos arredores de Chichen Itzá |
Os homens mexicanos são super vaidosos. Vide as prateleiras dos supermercados, repletas de produtos masculinos que não existem no Brasil. Mas um detalhe me chamou atenção: potes enormes de gel, prometendo "fixação espetacular". Menininhos, adolescentes, jovens, idosos...TODOS usam gel! Já as mulheres, são obcecadas por maquiagem. Achei exagerado, pois muitas pareciam palhaças, rs!
Os pratos de comida são tão bem servidos que resolvi dividí-los com meu namorado. Cheguei à conclusão de que o povo do México e exagerado em vários sentidos, inclusive no drama, rs!
Os mexicanos amam ler. Há diversas livrarias, por toda parte, em cada quarteirão na capital! Além disso, há vendedores ambulantes dentro metrô, que anunciam livros a Mx$10 (cerca de R$ 2,50). Detalhe é que são livros novos! E Paulo Coelho é ídolo!
A figura da "abuela" continua firme e forte, por influência da cultura Maya, essencialmente matriarcal. Mas tem um outro México que poucos brasileiros conhecem. Eu vi muitos casais homossexuais por lá, em diversos lugares. Muitos, inclusive, se beijavam em público, dentro de restaurantes, coisa que vejo muito pouco no Rio. Para os radicais (feministas, principalmente) que adoram dizer que o México é um país ultra machista, está na hora de rever seus conceitos!
Pretendo voltar ao país, desta vez para visitar Guadalajara e Mérida. Recomendo!



































